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Mesmo sob pressões externas, exportações brasileiras de proteína animal avançam

As exportações brasileiras de proteína animal continuam demonstrando força no comércio internacional. Apesar dos desafios geopolíticos e tarifários, os números sobem.

Desse modo, as carnes de aves e suínos fecharam o primeiro semestre com crescimento sustentado. Para detalhar esse cenário, Stevan Carvalho participou do programa Interligados. Ele é gerente executivo de mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Durante a entrevista, ele analisou o momento atual da indústria.

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Um dos pontos de atenção está na política comercial dos Estados Unidos. O setor avícola brasileiro não acessa o mercado americano. Por isso, as carnes de aves não sofreram impactos diretos.

No entanto, os setores de carne suína e de ovos enfrentam novas dificuldades. Ambos sofrem com tarifas adicionais de 25%. No ano passado, o Brasil bateu recorde no envio de ovos para os EUA. Isso aconteceu para cobrir focos de gripe aviária no plantel americano. Contudo, as novas taxas reduzem a competitividade dos nossos produtos. Portanto, a ABPA atua junto ao governo brasileiro para tentar derrubar essas tarifas.

O Brasil é o maior exportador de carne de frango do planeta. Atualmente, o país atende mais de 150 mercados todos os anos. No entanto, o setor ainda administra pendências na União Europeia sobre o uso de antimicrobianos. O Brasil enviou dados adicionais aos europeus. Assim, a indústria aguarda uma resposta oficial até o prazo limite de 2 de setembro. O objetivo é manter o país na lista autorizada de exportadores.

Além disso, os conflitos no Oriente Médio exigem atenção constante do setor halal. Mesmo assim, a ampla diversificação de compradores garantiu resultados positivos para o Brasil:

  • Desempenho das aves: Os embarques de carne de frango cresceram quase 13% em volume no primeiro semestre.
  • Escoamento na suinocultura: As vendas externas de carne suína subiram 10% no mesmo período. Esse avanço ajudou a aliviar a alta da oferta no mercado interno.

Para celebrar esse crescimento, a indústria organiza o Salão Internacional da Proteína Animal (SIAVS 2026). O evento acontecerá entre os dias 4 e 6 de agosto, em São Paulo. Nesta edição, a feira apresentou um crescimento de 65% em sua área útil.

O salão reunirá mais de 400 expositores e representantes de 60 países. O encontro unirá uma grande feira de negócios a um renomado congresso técnico. Além disso, o público terá acesso a palestras sobre biosseguridade, automação e sanidade animal. Segundo a ABPA, o SIAVS reforça a posição do Brasil como um fornecedor seguro de alimentos para o mundo.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Fonte: Ligados e Integrados. Disponível em: https://interligados.canalrural.com.br/avicultura/mesmo-sob-pressoes-externas-exportacoes-brasileiras-de-proteina-animal-avancam/

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