
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresentou as projeções oficiais para o setor em 2026 e 2027. O relatório aponta crescimento contínuo na produção e nos embarques internacionais de carne de frango, carne suína e ovos. Esse avanço ganha força em função da ampla oferta de grãos, da estabilidade nos custos de produção e da busca global por alimentos seguros. Além disso, a biosseguridade do plantel brasileiro funciona como um grande diferencial competitivo. Afinal, surtos de influenza aviária na Europa e de peste suína africana na Ásia reduzem a oferta nesses continentes.
Para o encerramento de 2026, a entidade prevê altas expressivas em todas as cadeias. A carne de frango pode crescer até 5,6% em produção e alcançar um salto de 10,3% nas exportações. Do mesmo modo, a carne suína deve avançar 5% em volume produzido, chegando a 5,87 milhões de toneladas, com embarques 6% maiores. Na avicultura de postura, a produção nacional deve atingir a marca de 64,8 bilhões de unidades, garantindo o abastecimento do mercado interno.
Projeções de crescimento para 2027
As perspectivas de longo prazo mantêm o ritmo de expansão do agronegócio nacional. Até 2027, a ABPA estima que a produção de carne de frango alcance 16,6 milhões de toneladas, impulsionada por embarques internacionais que devem superar a marca de 6 milhões de toneladas. No setor de carne suína, o volume produzido deve atingir 6 milhões de toneladas, sustentando exportações de até 1,7 milhão de toneladas. Já na avicultura de postura, a produção nacional pode chegar a 66,5 bilhões de unidades, enquanto as vendas externas de ovos devem somar 34,5 mil toneladas.
Desafios tarifários no exterior
O Brasil já exporta proteínas para mais de 150 países e busca ampliar sua presença no exterior. Por exemplo, o reconhecimento recente da China sobre o status livre de febre aftosa sem vacinação abre espaço para o envio de carne suína com osso. Além disso, o setor negocia o acesso a mercados populosos, como Índia, Indonésia, Nigéria e Paquistão.
Por outro lado, o comércio internacional impõe barreiras que exigem atenção dos exportadores. Os conflitos no Oriente Médio continuam alterando rotas marítimas e encarecendo o frete. Da mesma forma, as tarifas de 25% mantidas pelos Estados Unidos reduzem a competitividade dos ovos e da carne suína brasileira. No entanto, a indústria nacional confia em seu custo de produção menor para superar os entraves e manter o fornecimento de alimentos para o mundo.
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Fonte: Ligados e Integrados. Disponível em: https://interligados.canalrural.com.br/avicultura/abpa-projeta-recordes-de-producao-e-exportacao-de-proteinas-animais-ate-2027/







